O despertar dos sentidos urbanos

[Um excerto da dissertação de mestrado]

O arquitecto Peter Zumthor, tanto nos seus projectos como nos seus textos, demonstra uma grande sensibilidade, tanto na análise do espaço arquitectónico, como no processo criativo: “Para projectar, para inventar arquitectura, temos que aprender a tratá-los conscientemente. Isto é trabalho de investigação, é trabalho de memória.

[…] Experimentar concretamente a arquitectura, isto é tocar, ver, ouvir, cheirar o seu corpo. Descobrir estas qualidades e ocupar-se conscientemente com elas […].”1

Mesmo numa arquitectura hiper-sensorial, o prazer da criação artística é a força que motiva um arquitecto a projectar: “Devo admitir que me daria muito prazer conseguir criar coisas que os outros amem.”2

1 – ZUMTHOR, Peter – Pensar a arquitectura. 1ª ed. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2005. p. 54

2 – ZUMTHOR, Peter – Atmosferas. 1ª ed. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2006. p. 67

~ por NRC em Junho 18, 2009.

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