Homem versus Natureza (?)
A expressão “o homem e a natureza” é um pleonasmo, se a Natureza for entendida de forma integral. A Natureza não rejeitou os animais racionais. Estes, durante a sua evolução, tendem a distanciar-se dela, criando naturezas artificiais ou anti-naturezas (cidades). Como a arquitectura é uma expressão artística, independentemente da escala (pormenor, edifício, cidade, metrópole, país…) a arquitectura deve ser entendida como parte integrante da Natureza e não como a sua antítese.
Assim, a criação das naturezas artificiais, que, perante esta abordagem, visa o distanciamento à Natureza, apresenta um paradigma oposto. Como o Homem faz parte da Natureza, qualquer manifestação artística, inter-relacional, emocional, intuicional, faz parte da Natureza. Não abordando o tema através da filosofia ocidental (arte; processo criativo; estética) nem da psicologia (comportamentos; relações; emoções), o despertar para uma visão integral e integrante, induz a uma leitura mais sensorial da relação entre o Homem e a Arquitectura.
Tal visão encontra-se defendida na filosofia oriental denominada de Sámkhya [termo sânscrito]. Esta é classificada como a mais antiga filosofia teórico-especulativa. Os vestígios encontram-se associados à civilização Harappiana, localizada no Vale do Indo (3.000 a.C.). O livro que mais apresenta tal conclusão é o Atharva Vêda [título original em sânscrito] que descreve o quotidiano desta civilização. A subdivisão mais antiga, o Niríwshwarasámkhya [termo sânscrito], defende que tudo o que acontece tem como origens causas naturais, mesmo que estas não sejam inteligíveis.

nuno eu to na lituania por isso se quiseres algumas fotos da arquitetura de ca ou assim diz qq coisa..
fred
Ola lindo! Estava a ler o teu post e a primeira coisa em que pensei foi na relação obvia entre as filosofias de vida (sejam elas quais forem) e a expressao artistica. A natureza das coisas e harmonia em que convivem é explicada de forma muito clara no Taoismo. Os taoistas acreditam que cada objecto tem o seu TE,a sua virtude,o seu lugar, e que so conseguimos evoluir e viver se respeitarmos o Te de cada objecto. Para apreendermos o Te de cada objecto temos que nos esquecer do que queremos fazer dele,mas deixa-lo seguir o seu curso natural e respeitar o seu ritmo. A filosofia taoista é muito vasta nesta materia… Deixo-te so com um pensamento de um filosofo chines Tao Te Ching : “Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso.
E não interferindo”
Beijo grande e boas dissertações.K