Faça-se Sentido!

Entendendo o Blog como ferramenta de trabalho para o mestrado que me encontro a desenvolver, deixo este post para receber os vossos comentários.

O tema em investigação é: Sentidos Urbanos. A imagem (visão) tem vindo a ganhar um grande protagonismo no processo criativo e construtivo da cidade. Assim, pretendo explorar os outros quatro sentidos. Quem nunca se sentiu atraído pelo som de uma queda de água (ou mesmo fonte) que não se encontrava abrangido pelo nosso campo visual?

Aguardo comentários, referências bibliográficas, experiências pessoais… Tudo o que sentirem útil esta investigação, que pretende aproximar a Arquitectura do Homem.

Para isso basta clicar em comentário ou, se preferirem, enviem-me por mail sentidos.urbanos[arroba]gmail.com.

Obrigado!

~ por NRC em Março 25, 2008.

6 Respostas to “Faça-se Sentido!”

  1. O teu tema está muito próximo do meu…assim que puder envio-te a minha bibliografia relativa ao tema dos sentidos…tenho umas coisas que te podem interessar.

  2. Caro amigo, sócio, companheiro, irmão… comento o teu post, sem teres de pagar…lol… agora a sério, é com expectativa que aguardo a tua “escritura” dos mil e dois devaneios tidos nas tantas noites de sonho. No que respeita a referencias, não sei se vou ser grande ajuda, mas no que respeita a apoio… acredita que darei o meu melhor… Agora voltando ao teu texto…

    estou longe de acreditar que os 5 sentidos se esgotam neles mesmos, enquanto receptores de códigos (urbanos ou não). Para mim os sentidos enquanto elementos isolados, conseguem uma “desfragmentação” da realidade em pedaços importantes (abecedário sensorial) mas nunca a caracterização sensorial plena. Para isso julgo ser necessário um 6º sentido (este mais importante de todos) que faz a articulação das pequenas letras do abecedário sensorial e constrói as palavras que compões o nosso universo sensorial. Este sentido é talvez o mais importante do sistema sensorial, e é o que julgo estar mais desenvolvido nas pessoas que não possuem algum dos “vulgares” 5 sentidos.
    Quanto a mim, é ao 6º sentido (sem me referir ao vulgarmente conhecido como intuição feminina) que devemos a nossa apreensão diferenciada do espaço-tempo, pois este (o 6º) é o sentido menos “matemático” de todos, por exemplo uma imagem é igual (pelo menos numa dimensão meramente abstracta e formal) a todos os olhos, ou um som é “igual” em todos os ouvidos, mas a grande diferença assenta na recriação intelectual (o tal 6º) de cada um destes estímulos, esta sim única capaz de na falta de qualquer um dos estímulos (de qualquer um dos 5) reconstituir o “texto” sensorial, e de o particularizar / individualizar…

    Gostava que reflectisses sobre isto, não tendo naturalmente qualquer base teórica a fundamentar o meu pensamento. Espero do fundo do coração poder ser útil à realização do teu sonho, pois bem o mereces. um abraço

  3. Boas. Antes de mais, parabéns pelo belo blog, já está nos meus favoritos e irei colocar o respectivo link nos meus.
    No que diz respeito ao tema para a tua tese parece-me deveras interessante. Se encontrar algo de interesse quer a nível bibliográfico ou outro informar-te-ei.
    Forte abraço.

  4. boas,
    Eu vivo de sensações emanadas de sons e como apreciador de movimentos sociais adoro entender e associar sons urbanos cruzados com os da natureza..
    Uma vez gostei de ver a forma que win wenders brinca chamando atenção aos sons e sua importância na composição artistica.
    cumprimentos.

    Pacientemente, Winter decide pôr o som nas imagens: encantado com a cidade, deambula pelas ruas de microfone na mão, atrás das filmagens do amigo_____Viagem a Lisboa

    Realizador – Wim Wenders

    Título Original – Lisbon Story

    Ano de Produção – 1995

  5. Olá Nuno :)

    Considero o som ambiente muito importante, o som que nos rodeia é como música. Hoje em dias muitos músicos utilizam sons ambientes, nas suas músicas, esses sons são os chamados “field recordings”. Ajudam na “visualização” de imagens, quando não existem imagens, transportam o ouvinte para um determinado local, fazem-no viajar…

    Os sons de um local como uma cidade podem influenciar muito na criação dos músicos. Tens exemplos do som de Seattle, do som da Islândia, de Bristol, etc.

    Acredito que cada cidade tem o seu próprio som, a sua própria música, dou-te o exemplo de alguns locais do Porto com uma sonoridade própria;
    •Mercado do Bolhão
    •Rua Santa Catarina
    •Ribeira
    •Palácio de Cristal
    •Estação de São Bento

    Acho que se ouvisses sons destes locais não precisarias de imagens para identifica-los

    1 abraço

  6. Boa noite.
    O seu blogue está nomeado para a atribuição do Prémio Cegueira Lusa referente ao mês de Abril.

    Cumprimentos,

    JOsé Carreira (www.cegueiralusa.com)

Deixar uma Resposta